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Simpósio do Coren PR debate saúde mental e autismo com foco no cuidado humanizado

Realizado em Curitiba, evento reuniu a classe política, especialistas, profissionais da Enfermagem e o público para debater o cuidado integral à pessoa autista

11.07.2025

Programação valorizou o papel da Enfermagem na assistência às pessoas neurodivergentes

O Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren PR), por meio da Comissão de Saúde Mental, realizou nesta sexta-feira (11) o I Simpósio de Saúde Mental, com o tema “Compreendendo o Transtorno do Espectro Autista”. O evento aconteceu no Santa Cruz Centro Universitário, em Curitiba, e reuniu profissionais da saúde, estudantes, comunidade e autoridades em um espaço voltado à troca de conhecimentos e reflexões sobre o cuidado à pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Com programação ao longo de todo o dia, o simpósio promoveu o debate interdisciplinar e valorizou o papel da Enfermagem no acolhimento e acompanhamento de pessoas neurodivergentes. O Simpósio teve como objetivo incentivar práticas mais inclusivas e humanizadas nos contextos hospitalar, educacional e familiar, além do fortalecimento de políticas públicas e da escuta sensível como parte do cuidado integral.

Simpósio aconteceu no Centro Universitário Santa Cruz

A abertura oficial contou com a presença da coordenadora da Comissão de Saúde Mental do Coren PR, Andreia Margarete Leal, da conselheira Danielle Opazo, representando a presidente do Conselho, Ethelly Feitosa, e da coordenadora da área da saúde do Santa Cruz Centro Universitário, Maria Fernanda Villaça. Também participaram Tiago Alencar, assessor do vereador de Curitiba Renan Ceschin, e o vereador de São José dos Pinhais, José Possebon.

A conselheira Danielle Opazo destacou que o Coren PR trabalha para fortalecer a inclusão e a saúde mental, e lembrou que a Enfermagem tem um papel essencial nesse cuidado. “Compreender o espectro autista é também compreender a pluralidade do ser humano”, afirmou.

“O objetivo deste simpósio é aprofundar nosso conhecimento, questionar preconceitos e, acima de tudo, promover a inclusão e a qualidade de vida das pessoas com autismo”, enfatiza Andreia Leal.

Evento reuniu profissionais e comunidade

Para Maria Fernanda Villaça, coordenadora da área da saúde do Santa Cruz Centro Universitário, receber o simpósio é uma forma de fortalecer a formação dos futuros profissionais. “Reforçamos que as portas do nosso Centro Universitário estão sempre abertas para o Coren Paraná”. O assessor Tiago Alencar destacou que “a saúde mental tem que ser prioridade”. Já o vereador José Possebon reforçou a importância do debate. “Estamos aqui para desenvolver ideias e projetos que melhorem a vida das pessoas que precisam de políticas públicas voltadas ao autismo”.

A programação teve início com a palestra da advogada Viviane Delgado, que abordou os principais direitos garantidos às pessoas com TEA os desafios enfrentados pelas famílias, na palestra “Direito Autista: Leis que Protegem, Humanos que Acolhem”. Em seguida, a enfermeira Deusiana Aquino compartilhou sua experiência como profissional autista e falou sobre a importância da representatividade e da escuta ativa no atendimento a pessoas neurodivergentes. Ainda durante a manhã, a professora e jurista Luzia Favetta trouxe reflexões sobre políticas públicas inclusivas, com foco no combate ao capacitismo e ao bullying.

Comissão de Saúde Mental, conselheira Danielle Opazo e bailarinos da Escola Passe Livre

Durante a tarde, o simpósio seguiu com uma roda de conversa com os técnicos de Enfermagem Jéssica Marchevski, Elisabete Dias e Cláudio Luiz dos Santos, que também é autor do livro “Diferentes olhares profissionais sobre o transtorno do espectro autista”. Os três compartilharam vivências pessoais e profissionais que ajudaram a sensibilizar e aproximar o público do tema. 

Em seguida, o terapeuta e neurocientista Johnny Leal, conhecido por seu trabalho com autoconhecimento e neurodivergência, trouxe reflexões sobre inteligência emocional e saúde mental. A programação contou ainda com uma apresentação artística dos bailarinos da escola Passo Livre.

Comissão de Saúde Mental e conselheira Danielle Opazo

Finalizando o simpósio, os participantes acompanharam a palestra “História de um Campeão: o esporte como ferramenta de inclusão”, apresentada pelo atleta paralímpico e secretário de paradesporto de Curitiba Moisés Batista, que também é pai atípico e referência no esporte inclusivo.

A advogada Cláudia Hernandes, mãe atípica, fez questão de participar mesmo não sendo da área da Enfermagem. Ela contou que foi ao simpósio para dividir sua experiência e aprender mais. “Vim aqui para partilhar, aprender e escutar outras pessoas que estão no espectro”.

Além de compartilhar conhecimento e promover empatia, o evento também ofereceu momentos de descontração com sorteios e interação entre os participantes. A iniciativa reforça o papel da Enfermagem na promoção de cuidados mais sensíveis e qualificados às pessoas com TEA, e reafirma o compromisso do Coren PR com a formação continua, a valorização da diversidade e a construção de práticas mais humanas na saúde.

“Juntos, buscamos promover um diálogo aberto e acolhedor, pois acreditamos que a informação e o respeito são fundamentais para construir uma sociedade mais inclusiva”, diz Andreia Leal.

Fonte: Ascom Coren PR

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