Profissionais da enfermagem destacam os desafios da profissão

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Pelo segundo ano consecutivo, o Dia Mundial da Saúde é celebrado em meio à pandemia, neste dia 7 de abril, a principal mensagem para essa data continua sendo reforçar os cuidados para a prevenção da Covid-19. A crise pandêmica do novo coronavírus chegou ao mundo atual de forma rápida e avassaladora, exigindo todo cuidado e atenção da população, disponibilidade e assertividade da ciência.

Até a produção dessa matéria, mais de 2 milhões de pessoas já haviam perdido suas vidas para o vírus. A linha de frente, composta por profissionais da área de saúde vem se mostrando ainda mais importante na vida de toda e qualquer pessoa, e a enfermagem se tornou a classe ainda mais afetada pelos impactos da pandemia, trabalhando de sol a sol na assistência contínua ao paciente infectado. Somente no Paraná, já passamos a marca de mais de 90 profissionais que perderam suas vidas. No Brasil e no resto do mundo, esse número é ainda maior.

A certeza de que dias melhores virão chegou junto com a vacina, e são eles, profissionais da enfermagem os responsáveis por levar essa pequena dose de esperança para a comunidade. Trabalhando diariamente, esses profissionais deixam suas casas, famílias, para imunizar e acalentar centenas de milhares de pessoas, passando pelas mais diferentes barreiras e desafios. Exemplo forte de perseverança é a auxiliar de enfermagem Ângela Maria de Jesus, que precisou atravessar a pé uma enxurrada para conseguir vacinar um idoso acamado, em Porto Rico, no noroeste do Paraná. "Se eu abrir o frasco de vacina, ela tem um período para ser dada, e eu não posso perder a dose. Não importa o obstáculo, o importante é fazer a vacinação contra a covid". Ao conversar com nossa equipe, Ângela manifestou sua emoção ao participar desse momento histórico e tão importante para a população. “As pessoas estão ansiosas, choram agradecidas por essa vacina chegar nos lugares mais difíceis, e na comodidade dos lares deles. Ver a alegria deles é minha alegria, e toda dificuldade passa”, afirmou a auxiliar.

Superando dificuldades diariamente vive também o enfermeiro Márcio de Freitas Batista, que atua no litoral paranaense, na Ilha de Superagui, que tem cerca de 700 habitantes. Márcio comenta as dificuldades de atuar num local remoto e de complicado acesso: “Existe uma carência enorme de profissionais capacitados em áreas isoladas. A adaptação é difícil pois a Ilha é cercada e isolada por águas turbulentas. É um desafio enorme entender a dimensão da ilha, seus problemas de saúde e a cultura local”. No estado do Paraná já foram aplicadas mais de um milhão de doses da vacina contra a Covid-19, esse número ainda é baixo em relação ao número de habitantes, e as doses distribuídas dependem das aquisições e entregas feitas pelo Governo Federal. A expectativa do Governo do Estado é vacinar toda a população paranaense ainda no ano de 2021.

Em Curitiba, concentrada no Pavilhão da Cura no Parque Barigui, a vacinação teve início no dia 20 de janeiro e pouco depois descentralizada e espalhada em diversos pontos da cidade, entre unidades de saúde e drive-thru. Até o momento, os grupos prioritários concentram profissionais de saúde e idosos com 60 anos ou mais. O enfermeiro Edson Tavares, que participa da campanha de vacinação no drive-thru do Santuário Nossa Senhora do Carmo, no bairro Boqueirão, diz que tem sido gratificante e emocionante participar desse processo, “Existe um carinho muito grande de toda a equipe que está trabalhando na imunização da população, e temos recebido muitos agradecimentos pelo serviço prestado na imunização é simplesmente maravilhoso ver a alegria e a esperança de um mundo melhor nos olhares das pessoas que estamos imunizando”.

Na última semana, o Conselho Regional de Enfermagem do Paraná recebeu um documento encaminhado pela advogada Juliane Aparecida Ulrich, que elogiava a atuação do enfermeiro frente a imunização. O profissional vacinou a mãe de Juliane, a senhora Regina Gulka Ulrich na data de 04/03. Como agradecimento a advogada escreveu no documento “O referido profissional procedeu a aplicação da vacina em minha genitora, oportunidade na qual ofereceu um atendimento humanizado, cordial, demonstrando bom humor, simpatia, preparo técnico e amor a profissão, sendo um exemplo a ser seguido”.

Apesar de todo o cansaço e desgaste que esse momento vem exigindo do profissional da enfermagem, a dedicação e a vontade de cumprir o trabalho da melhor forma possível falam mais alto do que todas as dificuldades encontradas pelo caminho. “Estamos exaustos tanto fisicamente quanto psicologicamente, temos trabalhando de domingo a domingo vacinando em torno de 1000 a 1200 pessoas por dia faça chuva ou sol, mas estamos lá para dar o nosso melhor”, completou Edson.

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